Quando
Sebastian contou a Hazel o seu plano, a menina riu. Riu alto. Uma risada que
talvez não fosse forçada, mas que não tinha motivo. Sebastian a olhou torto e
completamente sério, não a via nitidamente mas notou que a garota balançava os
ombros freneticamente. Parecia que ele tinha acabado de contar uma piada
realmente engraçada e que ela estivesse em meio de um crise de risos. De fato
estava. E quando rapou respirou fundo duas vezes.
_
Isso é sério?
A
garota perguntou quando já tinha se contido. Sebastian achou que ela poderia
ter pulado a parte da risada e passado logo para a pergunta. Isso o deixou sem
graça. Pensou em responder, mas achou que se ficasse calado a garota tomaria
aquilo por um sim. E acredite, aquilo funcionava mais que palavras.
_
Mas você é louco? Eu posso morrer e você também! Por falar em você, como diabus
você vai sair daqui? Até agora ouvi falar apenas de mim.
_
Hazel não me subestime! _ Ele falou calmo, embora tenha sido grosso. Odiava
falar sobre fugas com Hazel, ela rapidamente mudava a postura e virava uma
garota reclamona sem fé. _ Ninguém vai morrer, acredite.
_
Ta, digamos que ninguém morra. Mas e ai? O que vai acontecer depois? Como eu
vou fugir? Como você vai fugir? Ah, Sebastian, por favor! Isso não é uma
historinha qualquer que você pode inventar para seus filhos. Isso é o que temos
agora. RE-A-LI-DA-DE-!-. Você compreende a diferença?
_
Hazel eu sei que você esta insegura, e acredite, eu também estou! Mas é uma
chance! Eu acredito que juntos podemos conseguir, por favor, me diga que também
acredita.
_
Mas eu não. E...
A
frase da garota morreu e Sebastian foi atingido por uma chama de inquietação.
Quis que a menina terminasse a fala, mas ao que pareceu ela não a terminaria.
_
E...?!
_
Olha, esse seu plano é uma bosta! Você sabe disso não é?
_
Hazel...-
_
Eu ainda não terminei! _ A loira interrompeu o amigo, o mesmo calou-se
imediatamente. Em parte porque estava curioso para saber o que a garota iria
falar e em parte porque não tinha nada a dizer. O plano era definitivamente
ruim, disso ele tinha consciência. _ Okay, eu posso fazer isso! Eu quero sair
daqui e tem que ser de algum jeito. Mas Sebastian, eu juro, isso vai dar
errado!
Sebastian,
por ato totalmente involuntário, abraçou a menina. Era o primeiro contato
corporal que tinham um com o outro. Hazel permaneceu quieta por um instante,
mas o abraçou logo em seguida.E quando se soltaram não ficaram com vergonha. Pela
primeira vez em que conversavam não teve um silencio ruim, e também os
adolescentes estavam esperançosos.
Hazel
e Sebastian enfim tinham construído um laço. Laço de amizade e confiaça. E
aquela sensação era boa de mais para ambos.
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