8.2.17

6

Quando Sebastian contou a Hazel o seu plano, a menina riu. Riu alto. Uma risada que talvez não fosse forçada, mas que não tinha motivo. Sebastian a olhou torto e completamente sério, não a via nitidamente mas notou que a garota balançava os ombros freneticamente. Parecia que ele tinha acabado de contar uma piada realmente engraçada e que ela estivesse em meio de um crise de risos. De fato estava. E quando rapou respirou fundo duas vezes.
_ Isso é sério?
A garota perguntou quando já tinha se contido. Sebastian achou que ela poderia ter pulado a parte da risada e passado logo para a pergunta. Isso o deixou sem graça. Pensou em responder, mas achou que se ficasse calado a garota tomaria aquilo por um sim. E acredite, aquilo funcionava mais que palavras.
_ Mas você é louco? Eu posso morrer e você também! Por falar em você, como diabus você vai sair daqui? Até agora ouvi falar apenas de mim.
_ Hazel não me subestime! _ Ele falou calmo, embora tenha sido grosso. Odiava falar sobre fugas com Hazel, ela rapidamente mudava a postura e virava uma garota reclamona sem fé. _ Ninguém vai morrer, acredite.
_ Ta, digamos que ninguém morra. Mas e ai? O que vai acontecer depois? Como eu vou fugir? Como você vai fugir? Ah, Sebastian, por favor! Isso não é uma historinha qualquer que você pode inventar para seus filhos. Isso é o que temos agora. RE-A-LI-DA-DE-!-. Você compreende a diferença?
_ Hazel eu sei que você esta insegura, e acredite, eu também estou! Mas é uma chance! Eu acredito que juntos podemos conseguir, por favor, me diga que também acredita.
_ Mas eu não. E...
A frase da garota morreu e Sebastian foi atingido por uma chama de inquietação. Quis que a menina terminasse a fala, mas ao que pareceu ela não a terminaria.
_ E...?!
_ Olha, esse seu plano é uma bosta! Você sabe disso não é?
_ Hazel...-
_ Eu ainda não terminei! _ A loira interrompeu o amigo, o mesmo calou-se imediatamente. Em parte porque estava curioso para saber o que a garota iria falar e em parte porque não tinha nada a dizer. O plano era definitivamente ruim, disso ele tinha consciência. _ Okay, eu posso fazer isso! Eu quero sair daqui e tem que ser de algum jeito. Mas Sebastian, eu juro, isso vai dar errado!
Sebastian, por ato totalmente involuntário, abraçou a menina. Era o primeiro contato corporal que tinham um com o outro. Hazel permaneceu quieta por um instante, mas o abraçou logo em seguida.E quando se soltaram não ficaram com vergonha. Pela primeira vez em que conversavam não teve um silencio ruim, e também os adolescentes estavam esperançosos.

Hazel e Sebastian enfim tinham construído um laço. Laço de amizade e confiaça. E aquela sensação era boa de mais para ambos.

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